Pedro Moreira Nt

Tempo que voa

Tapete

Sabe

nada dura para sempre

e noites são canções esquecidas

chuva, frio, trovoada

o vento voa sem asas

estrelas dormem acordadas

muitas nem mais existem

são sombras de luz que persistem

Há na relva extremo descanso

E flores também no inverno

despertam

O rio cai da montanha

grita em cachoeiras

faz lagos de arrependimento

Certezas existem

montanhas se mexem

rolam pedras

e corpos definham

A beleza do mar

profundeza de superfície

ondas cansadas

na agonia 

se repetem

Aos olhos da apatia

árvores pouco suportam seus dinheiros

jogam fora e ficam no esqueleto

e quando se enterra o defunto

pensam na semente

No deserto 

areias dançam

enganam os caminhos

A sorte 

todo início termina

e de começo

cai sobre tramas

bordadas

e amanhece

perdoa

morre a alegria

mas muda 

vira o seu olhar para a sua gente

pense em nós

e vem outro dia

Menos palavras

É um conto curto de leiteiro, de retireiro em seu trabalho. Estábulo do que se chama inamovível, estável. Por ser estabelecido nas horas ocupadas.
Um final portentoso é sempre um início decoroso, carregado de sequencias. O final já se inicia na percepção do leitor, no caminho sem volta, e claro, na volta que se faz sobre sí mesmo na recomposição significativa, dos sentidos que constrói.

São sequencias que estão na pluridade das ações. Delas advém as partidas e retomadas, paradas obedientes ao animal. Se obedece até mesmo entre opções. De fazer ou de não isso e aquilo – o que está arraigado e culturalmente reconhecível – na ordenação progressiva dos acontecimentos. E são advindos ao estado interceptivo de um agora sempre possível – por causa disso, dessa memoria social que mais nos põe a caminho das permanências aconchegadas das ilusões da cultura.
Chamo o passado e ponho o nome do cavalo de Mirante.

Por isso Mirante de orelhas esticadas, de danças e vento, de esperas e seguimentos. Marchas com voláteis sonoridades. 

Menos Palavras – um conto. Curto e longo na intenção. Tem nele o memorial e o retorno. Fixado entre amanhecer e adormecer de tarde, vermelho ao fundo do insondável. Partida dos que nunca estiveram, dos que experimentaram estar – a personagem ainda incognoscível de eu mesmo, dos que lêem e do mínimo, esse quase rascunho que aponta a sua existência, sua carne e características. Ao mesmo desejo de reminiscências não encontradas a identidade aérea revela-se.

O fixo em sua imobilidade e o aparato descritivo dos processos. O que vê ao longe. Mirante de jornadas repetitivas. Retomadas de significados, reavivamento da clareza do leite, de sua espuma, da nata, e entorno, cair dentro ao entorno. Como se estivesse cumprindo uma passagem. Nem grito, nem dor, nem desamor, retomada sobre o umbral da existência.


O conto esperneia nas mãos que as palavras tecem, segue a dança do bicho, os desvios que se cumpre por nódoa. Veemente marca das ações alheias reificadas no bicho, no acaso segmentado das ordens caseiras. E se houvesse o desaviso como sinal, agenda de finalizações inconcebíveis, voltaria sobre si a ventura dos desajustes. Elas todas ordenadas das manhãs ou ao passo do abismo de sol poente.

E de início o apegado, alguém emerge e segue o fluxo externo, e interno o contrário caminho. E se pensa diferente cada qual às coisas finalizadas, como nessas estradas do leiteiro a chacolejar o tempo como que fosse o próprio animal a ruminar os espaços por onde anda, cavando a passagem, levando consigo a carga do ofício de Lazar, e de todos nós, como retireiros.

E em seu quadro estabilizado, de a surpresa descansar sobre a maestria, no domínio das voltas dadas e retomadas vai para outro lado, esse que veio, que o apego é mais exigencia que bondade, e bondade abstração no transcurso da rua, dessa via, de terrenos devorados no tempo que fazem a invisível linha cultural de randomizados procedimentos. A repetição em marcha come a passagem, o ciclo das coisas certas e ao mesmo tempo faz os traços das crenças, das devoções ao cotidiano, de linhas sem borda por onde o memorial inventa a si mesmo, de conhecimento, de liberdade atolada em sentimentos, a sua espessura. Faz assim, como se diz, a cultura.
E o que estava tão seguro nessas obrigações de cumprir dever, de não dar pano para manga, de aceitar aquela alma faz seguir o trote diário do ofício. E vai um dia embora. Vai porque se lhe define a ida como disfunção do que é proeminente, de ser devedor de bondade, de agregado. E segue o sol poente, o mesmo que esperar no caminhar, ao fim do dia, o amanhecer.

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Andraja: o absurdo de existir

Andraja é disforme, tem nome, nomeia e pouco tem em palavra. Vocifera como o bicho que protege e ladra o umbigo de suas tronchas calamidades. É piegas, egoísta e bem sabida. É homem, masculino de crueldade, e mulher com pouca liberdade, mas é sempre humana caveira vestida. Morta consciência, em tudo desmedida é Andraja, resumo do limo, humano sanguinário, Vil de valor Andraja, desprovida.

Veste a roupa, a casca, e semeia inimigos, arranca os olhos de alegres, corta pernas, tira pulso, puxa com força as cordas, veias e artérias, esfola o coração.
Passo a passo, na máquina do uso e utilidade, no ganho e vantagem a sentar no colo, ser filme conhecido, imagem adulterada, voz de grito estilhaçado, riso de gozo pueril, fotografia de Andraja, a sua identidade. Coisa, função, utilitária é Andraja. Mulher e homem, homem de humanidade perdida. Andraja, veste a casca da ferida.


Eu ouço e quem mais a conhece sabe que tudo foi partido, tudo foi administrado. Temor ao transcendental e em tudo faz mal.
Andraja é homem. Também grunhe. Grunhe como objetos em atrito, como porta a ranger, quando rezam um conceito. E fala o despeito. Também é mulher. Transideral qualidade. Andraja é tudo. A coisa que fala, a que rosna.
É mais analfabeta que leitora, e é melhor por isso. Pior é quando letrada e explicadora, essa pessoa, essa humanidade Andraja.
Síntese de tudo que se apresenta, Andraja. Salamandra de palavras conhecidas, significados que à força do fogo faz algum sentido, Andraja.

Acesse o link abaixo:

https://www.smashwords.com/books/view/960706

Amontoado de tecidos sobre a mesa:

formas complexas no espaço do possível

O lugar da Educação, o que formaria o ambiente, a condição de sua existencia é talvez, entre tantas outras investigações, maiores e mais densas com certificações de qualidade e garantia, porém está aqui o que poderia ter dito a um grupo de pessoas, a uma turma que ante ao dito, ao conhecido, ao irreparável pudesse errar com alegria, prover essas palavras aqui dispostas, em vazios educativos. Em ética de Spinoza há algo sobre isso, mas não só lá, nesse lugar infindo. Está em Nietzsche, e antes dele nos antigos mais densos de onde partiu para sua longa jornada. Na geometria, em álgebra e, em certo sentido na lógica. Tudo bem que em tudo haja um pouco de tudo, mas que o mínimo do máximo possível aqui, faz a possibilidade como inteireza não conducente a um pelos final, mas ao processo, caminho ao Logos que Heráclito disse, e magnífico entendimento que se pode produzir, construir materialmente.
Seria a Educação um lugar sem fronteira, um espaço como texto em que Bakhtin diz ser as palavras polifonias, densas cargas de energia que nos levam, assim havemos de pensar ao vazio que não preenchemos, o vazio que nem esvaziamos, que nem colocamos ilhós para amarrar, prender o óbvio de sua carga amorfa a querer se tornar sentidos, coisa além do significado usual, significação do possível.
É uma short history e também ensaio, algo que diria se pudesse onde e com quem, e que pudesse prorrogar o erro, e encontrar um acerto que não suportaria a persistencia reprodutiva do estável equilíbrio do conceito. Daquela citação que alguém diz, diz na tentativa de obliterar a passagem, de segurar a vida, de confirmar o que acontece como acontecimento ido, posto longe entre passado e presente, longe disso o espaço para essas falas necessita de quem queira abandonar as balanças do certo e errado e construir entendimentos. Por isso falo daqui, nesse silencio, entre vazios atômicos de letras que tentam ser palavras, significados interagidos no social cultural, a serem tão significativos que atrapalha, devem se tornar ousia, sentidos, doxas de relações e interações humanas.
A geometria que se abre nessa ordem que desejo apresentar é apenas o passo de Amontoado de tecidos sobre a mesa:
formas complexas no espaço do possível. 

Link disponível:

https://www.smashwords.com/books/view/952362

Educação para a liberdade

Para a liberdade da Educação

O desejo de liberdade pertence a todos os seres que constantemente a buscam. A educação é a sua síntese, ela que nos oferece caminho para o desenvolvimento e formação humana. É um livro que ajudará quem estiver a caminho da formação e que deseje encontrar modos de estudos em educação, arte, cultura, políticas públicas, mediação, e as contradições que o exercício acadêmico exige e faz acontecer. 

Aqui se apresentam alguns artigos, textos que se relacionam à pesquisa em Educação. 
Apresentado Dra. Denise de Camargo com prefácio de Dra. Maria Sara de Lima Dias
Os artigos e temas relacionados que por fim nos encaminham à reflexão: 
Primeira parte:
Ouvidoria universitária e as relações comunitárias contemporâneas
Fragmentação e educação para o capital em Crise: Racionalização e individualização de um totalitarismo de Estado.
Exclusão da inclusão

Segunda parte:
Caderno de anotações requeridas e desperdiçadas ao longo da vida
Educação continuada em O Mestre Ignorante de Jacques Ranciere
Pedagogia social comunitária e a autonomia freireana: Estudos preliminares em educação continuada e em educação social comunitária para a formação integral do homem
O Sensível Educativo

Aquiles y la Tortuga

de Zenón de Elea

Aquiles y la Tortuga en la carrera del ahora en su infinita posibilidad, – el tiempo de la pérdida del tiempo como pudiera ser uno plán prensado en uno valor abstracto.
La educación conformativa de las formas que el ayer tiene a reproducir en medio una carrera única, hecha de una vida a desperdiciar las horas tempranas del éste, del venir del sol sobre nuestras manos hechas de marcas del trabajo.  

La carrera de Aquiles y la Tortuga una proposición de Zenón, muchas veces en discussión volve aquí en el formato de ensayo.
Desarrollo humano, bienestar social y felicidad son prerrogativas esperadas de la democracia en todo su lato sentido.
La construcción humana en Vygotski y González Rey, la perspectiva de la emoción en la subjetividad en el pensamiento en palabras, pero sentidas, eticamente vivida en significados, transformadas con el pensar, a realizar sentidos.
Hacemos un recorrido sobre la etimología en relación al mito para acalmar los que podrán decir que he olvidado Certeau. O mismo, de este autor importante, sinto, no presente, la visión de Marx desde su doctorado, su tesis.
Aún, a los que siguen objetivaciones investigativas del humano, algunos aportes – pero pedidos otros importantes en la computadora de mi trabajo -, que podrán de alguna manera apuntar caminos a seguir.

Link disponible:

https://www.smashwords.com/books/view/954517

Continuar

e Realizar a Educação Continuada

O homem não pode ser aquele que aprende para fazer algo, mas um animal que se humaniza para disseminar saberes. Que todo aprender carrega consigo o sentido do outro como parte indissociável de seu fazer, de sua realização humana que seja, por fim, produtora, realizadora da humanidade e para a humanidade.

Como a verdade é verde se possibilitar escolhas. A ser assim a contradição de uma vida pronta, que se nos cabe a opção que nos marca, que antecede à criação do singular em sua íntima vontade. Nesse livro vai encontrar filosofia do continuar, escolha de carreira, projeto de vida, jogos psico-criativos, formação e processo de uma educação para a vida toda.

Continuar significa que estamos em processo, que não terminamos nossa formação humana.
Nesse livro vai encontrar pontos importantes da metodologia para o desenvolvimento contínuo.
Como realizar um projeto, mapa epistemológico, jogos relacionados ao processo de escolhas, mapa mental, de forma sintética e convergente.
Excertos: 
“Uma educação que não humaniza não existe, não é Educação. Um ensino, em sua específica condição propedêutica tende a eliminar da ordem educacional a relação com o outro como fundamento educativo, um ensino que ensina como fazer, um ensino de especificidade alimentado na produção, feito para o trabalho, coisifica, torna o homem funcional e utilitário. 

Educação como mero reprodutor de conhecimentos herdados tende a ser utilizado e compartilhados como verdades finalizada, intransponível, deve ser aceita tal qual e nada mais. Não cabendo perguntas, inquirições, sem dúvidas, cerrado em seu modo reprodutivo de ideologias, de intenções formativas para uma vida limitada aos interesses de domínio e poder.

Por isso, de uma maneira sintética, pode-se entender que o homem não é uma coisa. Nem mesmo representação de algo. E não tem função alguma a não ser , ser homem em processo de humanização. “

“A decisão modifica o espaço, as conexões cerebrais, instiga a pergunta, e a resposta à pergunta que não cessa. 
Ao escolher o homem põe em luto profundo as outras possibilidades, morre nele alguma luz, e saberá sempre, que a melhor ação sempre o constrange, humilha porque o homem não é completo e nada no mundo o preenche senão a certeza da falta de sua completude.”

“Um projeto de vida se consubstancia na tomada de decisão prática na vida profissional, e é dela que se deve ter em mente o sentido de um currículo, um caminho ético, criativo, técnico, científico e prático da vida. Para se considerar a vida profissional e o desenvolvimento da carreira, entende-se a importância da formação no caminho de seu desenvolvimento. Não importa qual profissão, o que vale realmente é o ajuste da atividade escolhida em relação às condições para a sua realização no tempo em uma educação continuada.”

Aproveite esse livro. Oportunidade para que alcance a pesquisa, desenvolva o seu plano para transformar a sua vida, e de seu jeito.

Vestígio

Livro, flores e lenço

Segue os traços. O justo caminho. Acontecimentos que aparecem e desaparecem da memória. Parte do aconteceu parece invadir o objeto. O livro, e o que está nele é tão menos, flores que dizem partida, permanência e o lenço, inusual e vivo como despedida. É triste o que é alegre. Volta a si os momentos, os encontros, o bem e o mal de amor.

É o vestígio do encontro, nele está a emoção que nos enche de resignação com o que permanece.

Drama ou tragicomédia ou simplesmente um teatro que é narrativa. Em Vestígio estão cenas sérias. E a seriedade cômica em signos da vida coo os objetos ‘livro, flores e lenço’ integram a cena para ilustrar e determinar os acontecimentos.
A leitura, enquanto narrativa de obra teatral mostra o equilíbrio e desequilíbrio das relações. O amor que caminha por toda história trás temas contemporâneos sobre gênero, sobre a vida a dois, sobre encontros e despedidas, a perda de sentido.


Equilibrar essas tensões de desejo e introspecção faz com que tudo ande rápido. Que nada fique estanque. A narrativa é fluída e constante.
Eles se conhecem, eles se amam na medida que sejam esperança, e ao mesmo tempo possa mostrar o testemunho de amor encontrado e perdido.
E é para sempre, na história que os vestígios permanecem. Os sons de fundo que produzem efeitos e indicam situações ambivalentes. Momentos sociais, culturais, políticos também mostram-se como vestígios que o drama revela.

Link para deixar o seu vestígio:

https://www.kobo.com/br/pt/ebook/vestigio-livro-flores-e-lenco

Lippi & Semma’s Friendship

Very much persons has ask me (along time) why the Lippi & Semma’s Friendship is a history about lifes, refugees, solitud and transformation? Why?

If you can to think about the answers you certain will encounter the reasons there. When we are said that something, anyway is diferent is of course, has a sense that do not occupied about, or not understood what read, so, is a reasonable for answers as a simple asking. Turn off the lamp about our understanding in that history. Sorry, it is not a ‘happining’ that demand responds as a logic and configuratives. We are persons that participates of social contexts. Thinking in background or a perception created as we gaves reality. So, the literature try with the reading makes, in this sense (among others) – if not happen (no where) a literature -, to emerges of the racional thinking, the imagagination, (emotions as that bathed in creatives understandings), in personal and singular condiction.
Why is this story different?
The child and the adult will look at the tangled images.
Who has never been making aleatory designs? They’re stuffed with possibilites for making different things. 
They will encounter these things from them with signs that emerge into their own mind. That’s when they can play with these tangled images. It will be possible.

The animal life’s boundaries of Semma and Lippi’s is an adventure history. 
The history is the adventure that comes from the tangles that the author to do as start process to write the history. 
The author believes that tangles can compose the history. They would be the thoughts as the events that materialize in the same drawing when you choose into the tangle which you did.
Could we from the drawing tip tangle make a narrative short story? Can the child do this? We choose the events whose ideas complete what represent these discovered objects. What will happen in those huddled traits? We do not know what there is inside the drawing. If we want to know what it is, and what else can be discovered, just let the mind to float.
Let’s talk about it.
The Pedagogy and Psychology in education science can help us. It is not much, but it is enough. Here the complexity change for simplicity.
The Friendship of Lippi and Semma tells how this process takes care to create new possibilities.
The story will shows a little about the dynamics of creativity.
Here is a path, a little different, a case among many possible.
‘No drawing no image, no boundary no limits people that no has limits no have the design or drawing, self image, valous and ethical capacity for decision’. 
Therefore, give limits to create the drawing, the character, the personality.
The Friendship of Lippi and Semma tells how this process takes care to create new possibilities.
The story shows a little about the dynamics of creativity.
I want you to know how much you can offer to grow the child’s imagination with a little story of tangled lines. Play scribble.
Here is a path, a little different, a case among many possible. It is a proposal to play scribble.
Learn more about this story with strangers tangled in the lines. Scribbles are multiple paths of different meanings and senses.

I need to say sorry, I said this because with my personal exercise of translation I lost the original writed in portuguese language. If not ok, for you, apologyse because I do not to try in next time.
“****”

https://www.smashwords.com/books/view/605229