Mundo sem direita e esquerda

A questão não é saber quem é melhor.  Não é o jogo  Deus contra o Diabo. O homem e sua sombra. O sol do este para o oeste. Não se trata de um norte.
Trata-se da mundialização do “óbvio” como valor.
Coisa de direita macro-direita. Uma direita que se apresenta tal como ela é em sua evidência, em seu tamanho para ser a salvadora da direita que representa.A esquerda à direita faz a direita.O fim da clivagem esquerda e direita.Fim dos partidos políticos?

Voto se estabelece entre assuntos mundiais e locais.O que pesa na balança?Ideologias recobertas de interesses econômicos, e economias que se interessam por perdas de ideologias. Menos falação mais na mão.A quem interessar possa?Escolhas que se transformam em opções[1].
As ideologias partidárias recobertas de rufiões e infiltrados, misto de direita/esquerda. Um Estado centralizado?Centro, e ao modo de ser nem direita e nem esquerda.


O que significa? A separar o joio do trigo. Culto a um Estado centralizado, do tipo intervencionista. Intervém na sociedade e economia, o que quer dizer, põe a economia como capataz do mundo social. Promove a sua visão de arte e cultura, um estado estético e estetizante, direcionado a políticas que este centro atua com intransigência. Uma das facetas é a visão de uma religião/Estado onde a manifestação é estatal com atos religiosos nos espaços públicos – ou tomado do que seja público -, asseverado a uma associação de coalizaão – de escondida organização fascista -, portanto impositiva e desconstrutiva de uma ordem social e seus valores, descaracterizar o herói, a desconstruir lideranças, quaisquer que sejam, por interesses de justiça de Estado.

Governo de centro equivale a ser uma direita fixa?Para manter fixo o governo centralizado, e de direita torna-se necessário eliminar o sindicalismo partidário para um sindicalismo associacionista, que preserva os ideais de seguridade, de lutas para o bem do trabalhador e, no entanto, defende o seu grupo para o melhor da sociedade com autonomia de organização. É um entorso, uma girada sobre si mesmo, em que se apropia pensar de modo global a situação do homem, de um certo humanismo, e, de outro, umbilical, de defesa de suas características.

O que está acontecendo ou acontece?O aparelho de Estado, em defesa da hegemonia econômica de organizações internacionais, de grupos laterais, de minoridades[2], de capital de interesse flutuante[3], faz uma bricolage dos interesses, avaliados e devolve às estruturas o que elas querem.Pasteurização da cultura, da arte, da singularidade de cada um ao uniforme de um Estado Centralizado, anti-partidário, como um único partido de Centro, uma espécie de black hall que atrai tudo e todos.

Como se sabe, um buraco negro dessa magnitude com tal pressão tende a explodir, pulverizar, atomizar, dispersar e eliminar a quem, em suas entranhas de país lhe seja contrário.Que estrutura é essa?Feita em feixes e amontoadas, umas sobre as outras posto ser mais fácil carregar e descarregar onde quer que seja. Igualdade de grupos, uniformização e homogeneização em equipe. É uma estrutura que elimina líderes e impõe estruturas, grupos. Um governo sem face. Todos vigiados de forma grupal, em conjunto para se constituir em um arranjo em que o que desponta é cortado, natural, para manter a forma arranjada.

Antigamente chamava-se isso de fascismo em que qualquer opinião é filtrada por fragmentação de representações como assembléias designativas que elegem um para eleger outro e que no conjunto elegem terceiros para serem por fim participantes de uma grande assembléia que determina uma política, o soviet da demanda econômica, com o diferencial da falta.Quanto maior falta maior legitimação? Legitima-se a falta para garantir a demanda, chama-se publicização da regra. Uma espécie de vantagem garantida no grupo, cada elemento em sua luro-singularidade é conhecido como homoportunismus[4] Meritocracia programada a grupos? Os que estão organizados têm prioridade, eles possuem certa distinção em sua uniformidade.
Trata-se de uma conjugação: de um lado a separação entre os que são chamados de “nacionais” (uma burocracia surge) e o perigo estrangeiro (uma nova colonização acontece). Muro de separação, armamento e a declaração do Sr. Macron que diz: “a segurança (armada, policial, investigativa, de controle, etc.) é a primeira de nossas liberdades”. Há então “outras liberdades” que são conhecidas por essa conjugação: os livres – de direito de ser livre (cidadão, nacional, etc.). Há uma introdução de “tipos” de liberdade e não a liberdade. Ser livre no mundo ameaçado faz o sujeito ameaçado nas determinações conjugadas do “livre”.

O caminho sem volta da nova direita, uma direita reformada ao interesse de internacionalizar regras, formas, modos, de defender negócios e não pessoas?Um mundo a descoberto em que o governo abre a sua geladeira e toma a sua cerveja e lhe multa caso não esteja ao seu gosto. Quanto ao teu gosto, bem, isso é uma questão de interesse legal e não pessoal.

[1]Polemizando, escolher significa ser um agricultor de pensamentos, plantar e depois colher. E opções se definem a opor-se a ações da qual se faria parte e que, ao negar participar, aponta isso ou aquilo.

[2] Grupos grandes que são chamados minorias sociais. 

[3] Associações, grupos governamentais público/privados, ONGs, entre outros.

[4] Um entre tantos que recebe o bilhete da vantagem, na garantia de alcançar o seu interesse. Participa do grupo que dou emprego, entra no jogo que sai ganhando, obedece que será premiado.

ORCID

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